Archive for the 'sentimento' Category

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O Apogeu do Ridículo

7 Maio, 2008

O mundo mágico vermelho e preto é algo incrível. E a derrota para o time mexicano serve como que um ACORDA ALICE ! A massa rubro-negra parece sempre iludida e a navegar por um mar imaginário, e nele vê um jogador brucutu melhor que um atacante como etó’o, ve um lateral direito e não entendem como que o Dunga não o convoca. Ora, ora, francamente, esta explicado o por que ele não é convocado ? Esta explicado por que o futebol carioca não é levado a sério ? Sinceramente, não passamos de um clube como o Bahia e o Sport. Grandes coisa termos uma torcida maravilhosa , que enche os estadios e fazem as músicas mais belas se ela vive iludida.

Festa antes do jogo, nosso técnico esta indo embora. Festa ! E o pós jogo, um chororô. Vamos falar agora do Botafogo torcida apaixonada, o Chororô é nosso! Choro de vergonha, choro de decepção, choro de desespero. No meio campo o incasável Toró, enxotado das Laranjeiras e caído de para quedas na Gávea. O maestro Ibson, eterna promessa que nunca deu certo. No ataque o Brucutú do Obina e o cego do Souza, ambos artilheiros do campeonato brasileiro de 1863. Porem todos tratados como uma peça de ouro ou como deuses que mandam apenas no mar lúdico por onde navega a torcida rubro negra. Antes vice do que envergonhado, o chororô é todo nosso.

Ei Alice, é hora de acordar !

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Ayrton Senna

1 Maio, 2008

No dia primeiro de maio do ano de mil novecentos e noventa e quatro perdiamos o maior ícone das últimas décadas do esporte nacional. Em uma época que procuravamos por herois que fugissem do esteriótipo de capas e super poderes, nos deparamos com o nascimento de um heroi em 1984, e este heroi era como todos nós queriamos, de carne e osso, chorando e de quando em vez ate um tanto quanto rabugento.

 Sim, tinha uniforme, seu capacete era amarelo ! E melhor ainda, era um ” da Silva”, como todos nós. E lá ia aquele capacete, dentro do seu veiculo, rasgando as retas,tomando as posições dos seus inimigos e no fim quando vitorioso, levantava a bandeira da nossa pátria. E levava uma nação já cansada de apanhar, cansada de ser feita de palhaça por todos a chorar de alegria. Alegria por ver o ” da Silva” na frente, ultrapassando um frances arrogante, um ingles atrapalhado ou qualquer um que entrasse na sua frente. Porem os herois sempre nos fazem chorar na sua despedida, e assim foi feito. No dia 1 de Maio, o “da Silva” se foi, em uma curva que ele ja havia vencido por tantas vezes e veja voce, o seu fiel escudeiro, o veiculo falhou e nem seu capacete de super poderes foi capas de deter a fúria do destino. E la se foi nosso heroi.

Ayrton Senna da Silva nasceu no dia 21 de março de 1962. Foi tricampeão mundial em 88,90 e 91 pela  McLaren.  Deefendeu as seguintes escuderias:

1984 : Toleman    85 - 87: Lotus   88 - 93: McLaren  94: Willians

  • Títulos da Fórmula 1: três, em 1988, 1990, 1991, todos com McLaren-Honda
  • Vitórias: 41
  • Pole positions: 65
  • Pontos acumulados: 614 pontos para o campeonato mundial (610 dos quais úteis, já que segundo as regras implementadas pela FIA na temporada de Fórmula 1 de 1988, os dois piores resultados conseguidos eram subtraídos)
  • GP disputados: 161
  • GP em que participou: 163
  • GP finalizados: 105
  • Número de desistências: 56
  • Média de pontos por corrida: 3,81 (ou 3,79 se forem apenas contabilizados os 610 pontos)
  • Pódios: 80
  • Número de vezes na liderança: 109
  • Número de grandes prêmios na liderança: 86
  • Voltas na liderança: 2987
  • km na liderança: 13 676
  • Total de voltas percorridas: 8 219
  • Total de quilômetros percorridos: 37 934
  • Largadas na primeira fila: 87
  • Vitórias com pole position: 29
  • Vitórias de ponta a ponta: 19
  • Voltas mais rápidas: 19
  • Máximo de poles conseguidas numa só temporada: 13 (em 1988 e 1989)
  • Pole positions sucessivas: 8, nos seguintes países: Espanha, Austrália, Brasil, San Marino, Mônaco, México e EUA ( 1988 ) e Brasil (1989)
  • Pole positions sucessivas numa só temporada: 7 ( em 1988 )
  • GP onde mais venceu: Mônaco (6 vezes: 1987, 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993)
  • Hat Trick (pole, vitória e melhor volta no mesmo GP): 7 (Portugal, 1985; Canadá e Japão, 1988; Alemanha e Espanha, 1989; Mónaco e Itália, 1990)
  • Grand Chelem (Hat Trick e corrida inteira na primeira posição): 4
  • Vitórias consecutivas: 4 (em 1988: Inglaterra, Alemanha, Hungria e Bélgica; em 1991: EUA, Brasil, San Marino e Mónaco)
  • Dobradinhas (com o companheiro de equipe, Alain Prost): 14 (10 em 1988 e 4 em 1989, com Senna na frente em 11 dessas vezes)
  • Ayrton Senna subiu ao pódio em 49,69% dos GP’s da Fórmula 1 que disputou e obteve 25,46% de vitórias e 40,37% de pole positions em GP’s que participou.

 Mais Informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ayrton_senna#O_in.C3.ADcio

 

 

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Manifesto Mudo

22 Abril, 2008

- AQUELES QUE FALAM -

O ser humano tem uma mania que o persegue a muitas gerações. E esta mania não o faz mais inteligente, não faz com que seus biceps fiquem avantajados ou libera algo em sua face que a faz mais atraente. É uma mania , um habito. O de falar da vida dos outros. Isso dai pra ter fim bastaria que o ser humano olhasse mais pra si, do que para o outro. Quando fosse julgar a vida alheia parasse pra olhar mais pra sua, um processo muito simples, porem dolorido, pois o ato de olhar para si acusa erros, falhas. E que ser humano gosta de enchergar erros e falhas? Eu respondo, todos! porem quando essas falhas não se concentram no próprio. Pois quando o erro ou a falha me pertencem, eu logo arrumo uma justificativa que me consola, e a justificativa vira realidade dentro dos meus padrões confortantes. Ora, ora vamos cada um olhar para si.  Aprendi que não se deve virar para ninguem e falar que, é errado ”fulano” dar o dinheiro para entupir o nariz de pó, fumar um baseado, rios de dinheiro pra se embreagar com cerveja e cachaça, contas telefonicas com desculpas esfarrapadas ou então em boates para saidas cabulosas. Sou da regra que cada um sabe o que faz com o seu dinheiro.

|- Proximo Capitulo.“ Conto do Sumiço”.

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Romario

15 Abril, 2008

É a realidade é esta. Tudo tem um fim. Por mais que tentemos adiar o inevitavel, chega uma hora que a magia acaba. E ontem a noite Romario anunciou que parou de jogar, fato este que todos esperavamos a um determinado tempo, mas que não queriamos ouvir jamais. Eu como um amante incondicional do futebol lamento profundamente este ponto final nesta carreira brilhante e autentica. Auntenticidade esta que nos dias de hoje cada dia vemos menos. Um jogador agora não pode comemorar como bem deseja, pois pode ser considerado ofensa, não pode falar o que pensa pois é falta de respeito. Raça de viboras, abaixo estes reis que decretaram a hipocrisia! Viva a Renato Gaucho que mandava a torcida adversaria calar a boca, viva a Romario que madava a torcida do vasco levar o lenço pro maracanã, viva o Imperador que com o dedo apontado na cara de todos disse ” me chamem de imperador pois eu mereço”, viva o Chororo e um salve a todos aqueles que falam o que pensam sem medo. Era incrivel ir ate o maracanã e ver um representante da torcida dentro de campo, provocando ate o fim do jogo, não gosto deste tempo em que vivemos, em que profissionais vestem a camisa do meu time. O tempo muda tudo, infelizmente. E o tempo ontem  encarregou-se de acabar com um dos maiores romances de todos os tempos, foi-se o tempo em que iamos para o maracanã nas tardes de domingo entoar cantigos que aterrorizavam a torcida adversaria com o nome de Romario. Que se fingia de morto, mas no tempo exato, como um heroi aparecia e transformava uma partida. O tempo que tras o amadurecimento, os cabelos brancos, é implacavel. O maracanã perde mais um dos seus protagonistas.  Foi-se dos campos Romario, ficaram as lembranças. Foi-se o tempo do romantismo.

Obrigado Romario pelas pequenas ilusões de felicidade. Pela  esperança do impossivel, e perdoa-me pelos xingamentos desproporcionais. Nada é mais melancolico do que o fim de uma partida e o adeus da partida. Podem apagar a luz do palco, mas antes porem, o tempo que é implacavel pode quebrar esta regra e nos ceder mais 45 minutos para que possamos dar o derradeiro adeus do dono da grande area. O tempo que é implacavel pode quebrar a regra pelo menos dessa vez, afinal de contas estamos falando do sujeito que é rei em quebrar regras, estamos falando de Romario.

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Flamengo

24 Março, 2008

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Em muitos clubes do mundo ser um bom jogador é algo que credencia a contratação de mais um elemento para o elenco, isso chega aos ouvidos de muitos como obvio. Entenda como quiser, mas se você acha que isso basta, o fato de um jogador ser considerado bom, craque, para ser contratado por um clube ou você acompanha pouco o futebol, nada entende do esporte ou é torcedor de um clube como o São Caetano e afins.
Em certos clubes é preciso mais do que isso, é preciso identidade pra vestir a camisa e saber que aquilo que você veste não é apenas um pedaço de pano pra cobrir uma pele, é sim uma camada acima da epiderme que não aceita ser chamada de “camisa”, tem que revestir o corpo e o cidadão que a veste saber que a partir do momento que ela entrou em contato com o corpo, carrega consigo a vontade de uma nação que grita, pula e se digladia por um resultado, isso é o amor. É preciso personalidade em saber que quando um adversário levantar o dedo na sua cara você não pode em momento algum abaixar a cabeça e sair andando esperando por alguém, pois ao seu redor tem uma nação apaixonada que tem, antes de tudo, um brio que não permite tal insulto, você tem que responder a altura da agressão! Nem que isso beire a irracionalidade, mas a paixão é irracional. E saber principalmente, que mesmo que tudo aponte contra, que beira o impossível, quando parece que é impossível um time que é chamado de “qualidade técnica inferior” ganhar daquele que é chamado como “carrossel”, que é chamado de “futebol mais vistoso”. Quando tudo aponta pra uma situação adversa, afinal de contas são “11 contra 9” ou então quando todos dizem que é impossível “fazer 3 gols no time do estrangeiro”, saber que a honra de morrer atirando é maior do que morrer com um tiro nas costas, saber que chorar nunca é o caminho. Pois do seu lado tem uma nação que nunca desiste e não aceita que seus representantes não tenham aquilo que eles tem de maior, que é a raça.

 Amor, pra se doar sempre. Paixão, pra defender os seus ideais ate o fim. Raça pra saber que nada é impossível.

Raça, amor e paixão.

By Petrukiu

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Amizade

19 Março, 2008

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A vida nos faz escolher constantemente, e nem sempre as nossas escolhas se baseiam naquilo que nos trás mais prazer e sim naquilo que é necessário. E com a chegada da idade a necessidade se torna cada vez menos prazerosa e a escolha por aquilo que é vital nos afasta daquilo que no passado nos gerava imenso regozijo. Não, isso daqui não é uma reclamação. É uma constatação. Hoje não é ”dia do amigo”, nem o “dia da amizade”, mas creio eu que este dia não existe. Recordo-me da infância no colégio, do convívio diário onde começaram a ser construídos os laços, não de sangue, mais forte do que isso. O laço de sangue você nasce com ele, é incondicional. Mas esse você opta por ter, você escolhe e é escolhido por pessoas que nunca te viram, não sabem de onde você veio. Mas acreditam piamente naquilo que você fala, naquilo que você conta por que ela depositou em você aquilo que ela tem de mais importante, que é a fé. Fé consiste em acreditar naquilo que você não viu, mas mesmo assim acreditar fervorosamente. E é o que um amigo faz, ele tem fé em você, acredita naquilo que você fala pra ele e vice versa. Porem a vida e o tempo são cruéis e te fazem optar entre este convívio e a responsabilidade de conduzir uma vida, de se digladiar por dinheiro no dia a dia de nossas cidades e de nossos trabalhos. E o convívio se perde, pois os sorrisos e as nossas brincadeira, que diga-se de passagem só tem graça pra nós, não são capazes de colocar sequer um grão de arroz dentro de um prato ou de garantir um futuro prospero pra esse grupo e infelizmente o convívio se torna menor e os momentos de encontro se tornam uma pequena fuga da realidade, nos quais nos sentamos, relembramos as nossas historias e temos durante poucas horas aqueles sorriso e gargalhadas do passado, pois no dia seguinte voltaremos as nossas batalhas. Sorrisos e gargalhadas que não garantem o nosso sustento e nem o nosso futuro, mas que garante sim a minha vontade de levantar todos os dias pela manhã, pois sei que neste plano físico eu ainda tenho pessoas que me amam e que querem o meu bem e que apesar do convívio cada vez mais raro nunca deixaram de fazer morada do lado esquerdo do meu peito. Obrigado.

By Petrukiu

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7

7 Março, 2008

 

Apenas um numero. Sete. Sete foram os sabios da Grécia, os anões da branca de neve, os dias da semana, os pecados capitais, as quedas a caminho de Gólgota, as divindades que comandam a natureza, as notas musicais, os palmos da sepultura, as trombetas do apocalipse, o numero de ondas que voce pula na virada do ano. E sete é o numero de letras que compõem uma palavra que é entendida e citada apenas pelos povos que tem a sua lingua oriunda do galego-portugues. Um vazio por dentro, que ate mesmo o ceu parece ser pequeno tamanha a dor que invade o peito se alastra pela garganta e é extravasada pelos olhos, mas quando essa agonia chega aos olhos, o numero 7 é multiplicado infinitamente e o resultado desta sentença não é nada se comparado ao vazio que fica no peito quando alguem se vai de sopetão, pega a todos de surpresa, interrompendo sonhos e planos. Ou ate mesmo de maneira anunciada, quando alguem coloca o fim, vira as costas e anda em direção ao horizonte. Fica um vazio no peito com um molde, e naquele molde so cabe a forma da pessoa que se foi. A este vazio, a este buraco da-se o nome, que tem um som simples para os ouvidos mais desatentos e desconhecedores do real significado da palavra que resume um sentimento enorme mas que é graficamente representado pela palavra saudade. Palavra simples e pequena de sete letras apenas, mas que define tão bem um buraco que não tem fim, que fez moradia do lado esquerdo do peito e que parece que de la jamais saira. Saudade de ver, mesmo sem ser visto. De ouvir, mesmo sem ser ouvido. Saudade da possibilidade que não existe mais. Dificil de explicar, mas facil de sentir essa tal de Saudade.

By Petrukiu

 

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BBB - Pergunta sem resposta

5 Março, 2008

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Ontem eu fiquei vendo o Big Brother Brasil, e pra minha surpresa quem sai do programa? A Juliana. Pra muitos a surpresa foi o fato do psicologo ficar, porem o fato do rapaz ter ficado pouco me surpreendeu, já que a sociedade anda com os valores equivocados. Devido ao fato que a menina espontanea chamada Natalia ainda esta la dentro e o Felipe negão esta aqui fora. Logo o psicologo ter ficado pouco me espanta, o que me espanta é: Por que a Juliana e não a Gyselle? Num entendo. Manipulação da produção? eu sei lá. So to tentando entender o por que deixaram o psicologo la dentro?(pergunta contraditoria diz a minha consciencia) Tudo bem, eu disse que era esperado que ele ficasse, mas num disse que apoiava a decisão da sua permanencia.  Inclusive hoje no onibus as pessoas que estavam sentadas no banco atras do meu conversavam a respeito disso, o motivo pelo qual o psicologo permanece na casa. Enfim, me questiono e não encontro a razão das coisas e vou dividir as minhas duvidas com voces. O que esta acontecendo com a sociedade brasileira? Por que o Marcelo ainda esta na casa? Por que as pessoas perdem o seu tempo conversando a respeito de BBB? Por que as pessoas assistem o BBB? O que esta acontecendo com a sociedade brasileira que prefere ver uma pessoa de principios familiares fora, como o Felipe. E deixam a espontanea Nathalia la dentro? O que esta acontecendo comigo que dedico 20 linhas pra falar de BBB?

By MagroMandrake

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Galo

4 Março, 2008

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Um dia simples, mais um dia no calendário. Até o ano de 1953. Naquele ano em especial o dia de hoje estava reservado para aquele que um dia ia fazer muitos chorar de alegria ou de tristeza. Nascia no bairro de Quintino, um garoto pequenino que com o passar dos anos foi apelidado de “galo”, veja você, logo galo. Creio eu que um apelido digno seria: leão, águia ou quem sabe urso. Mas o tempo, e a vida incumbiram-se em dar a excelência ao apelido. Durante anos e anos perante uma platéia em êxtase de cento e vinte mil…. Duzentas mil pessoas… Todos prendiam a respiração, pois sabiam que quando um objeto esférico tocava aos pés do galo, em um simples piscar de olhos, em uma fração de segundos, uma jogada poderia mudar o mundo. E aquele que estava alegre, ficaria triste. Pois a esfera havia acabado de tocar o barbante da meta de algum arqueiro em um passe oriundo dos pés do galo ou quem sabe em algum chute em que a esfera veio serpenteando pela grama e se tornou vitoriosa no duelo com o goleiro. E aqueles que chegaram ao local do espetáculo com problemas, tristes. Esqueceria dos seus problemas, e a tristeza ia saltitar de alegria perante o mesmo momento em que a bola tocou no barbante. Alguns choravam de alegria e outros de tristeza. Creio eu que por muitas vezes o sol demorou mais a se por e encontrou-se no céu do bairro com a lua apenas pra acompanhar o espetáculo do galo. Porem em um determinado dia todos se tornaram órfãos, pois o galo se foi. O local do espetáculo se sentiu vazio, mesmo quando a presença do publico no local era avassaladora. O objeto esférico se sentiu reduzido “a bola” e ninguém mais a tratava com a majestade do galo. O sol ia embora sem o menor peso na consciência e cedia o espaço pra lua tomar o seu posto, pois o astro das tardes de domingo não pisava mais naquela grama. E nesse momento todos choravam. Alguns pelo fato de não ter mais que sofrer com os gols, outros por que não teria mais as alegrias dos gols, não iam ver mais o numero 10 sobreposto ao vermelho e preto do manto resolver tantas partidas. Mas todos choravam, por que se despedia ali um gênio. E no dia da despedida um garoto virou para o pai na arquibancada e pediu: “Pai, pede pro Zico ficar mais um pouco?”.

Enfim, meu pedido não foi concebido,pois o tempo é implacável.. Mas me restaram as lembranças e o agradecimento.

Obrigado Galo.

Petrukiu

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Fuga da Realidade

28 Fevereiro, 2008
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O ser humano é dotado de uma capacidade que creio eu poucos mamíferos tem. A capacidade de imaginar, fazer de conta, fantasiar. E existe uma certa área que estimula esta capacidade, área a que me refiro é um lugar, de repente muitos pensavam em uma zona do cérebro, uma área do corpo que quando estimulada o ser humano se imaginasse visitando outros planetas, mas não é disso que falo é de uma área pra falar a verdade uma pequena área. Me refiro ao “fantástico mundo chamado BOX”. É isso mesmo, box. E num fui eu que dei esse nome não, e pra ser sincero nem sei quem foi. Num se faça de desentendido! To falando do Box, aquele lugarzinho que você entra quem tem um chuveiro em cima da tua cabeça e em baixo dos teus pés tem um ralo por onde essa água escoa. Eu não sei quanto a você, mas quando eu entro naquele lugar parece que entrei em uma maquina de tele transporte, e nessas viagens já dei entrevistas pra capa da “revista da tv”, “ Isto é”, “Veja” e fora a “Caras” que já me visitou mais de quatro vezes, já ganhei o “Oscar” com o detalhe pro discurso em inglês fluente que fiz e já ganhei o “Grammy” , o latino e o internacional. Já fui ator de “Malhação”, “Duas Caras” e “Lost”. Já cantei no “Canecão”, no rodeio de “Barretos” e o “Claro Hall” é a minha casa, lá eu me sinto a vontade o publico canta junto, bate palma , no meio da musica eu digo “só vocês” e eles respondem, lindo! Vocês tinham que ver. Fora, obviamente as mulheres com quem já me relacionei, ai a lista é melhor do que a do pagodeiro Belo, as capas da Playboy e fora as outras todas anônimas.. Mas prefiro pular essa parte por que vai que eu falo ai um nome conhecido de todos da galera, sei lá né.

Mas o chuveiro aqui é elétrico e depois de um determinado momento eu fecho a torneira, pego a toalha e volto a realidade. Ai vou pentear o meu cabelo de frente ao espelho, e ai eu do entrevista pra “Caras”, “Veja”………………

Inté

By Petrukiu