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7 Março, 2008

 

Apenas um numero. Sete. Sete foram os sabios da Grécia, os anões da branca de neve, os dias da semana, os pecados capitais, as quedas a caminho de Gólgota, as divindades que comandam a natureza, as notas musicais, os palmos da sepultura, as trombetas do apocalipse, o numero de ondas que voce pula na virada do ano. E sete é o numero de letras que compõem uma palavra que é entendida e citada apenas pelos povos que tem a sua lingua oriunda do galego-portugues. Um vazio por dentro, que ate mesmo o ceu parece ser pequeno tamanha a dor que invade o peito se alastra pela garganta e é extravasada pelos olhos, mas quando essa agonia chega aos olhos, o numero 7 é multiplicado infinitamente e o resultado desta sentença não é nada se comparado ao vazio que fica no peito quando alguem se vai de sopetão, pega a todos de surpresa, interrompendo sonhos e planos. Ou ate mesmo de maneira anunciada, quando alguem coloca o fim, vira as costas e anda em direção ao horizonte. Fica um vazio no peito com um molde, e naquele molde so cabe a forma da pessoa que se foi. A este vazio, a este buraco da-se o nome, que tem um som simples para os ouvidos mais desatentos e desconhecedores do real significado da palavra que resume um sentimento enorme mas que é graficamente representado pela palavra saudade. Palavra simples e pequena de sete letras apenas, mas que define tão bem um buraco que não tem fim, que fez moradia do lado esquerdo do peito e que parece que de la jamais saira. Saudade de ver, mesmo sem ser visto. De ouvir, mesmo sem ser ouvido. Saudade da possibilidade que não existe mais. Dificil de explicar, mas facil de sentir essa tal de Saudade.

By Petrukiu

 

One comment

  1. porra pablito…num sei se é seu este texto mas ta mto bom cara…


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